quarta-feira, 2 de maio de 2012

BIOGRAFIA Bronislaw Malinowski

  
               Bronisław Kasper Malinowski nasceu em Cracóvia, Polónia, a 7 de Abril de 1884. De descendência aristocrata nasceu em uma família com interesses culturais e acadêmicos, que certamente contribuíram para o êxito que este teve nas áreas que se envolveu.
Começou por estudar matemática e física, mas ao ler “The Golden Bough” de James Frazer o seu interesse por antropologia despertou, e foi já em Londres, na escola de economia e estudos políticos que este procurou desenvolver o seu trabalho neste campo. Contribuindo para a antropologia de rigor científico nas observações e a importância dada ao trabalho de campo, que foi aplicado pela primeira vez entre os nativos das Ilhas Trobriand (Papua Nova Guiné) entre 1915-1918;
              Seu primeiro emprego foi dedicado à família na sociadade Trobriand (a família entre os indígenas australianos, 1913), e sua próxima obra, Os Argonautas do Pacífico Ocidental(1922), foi o resultado de dez anos de pesquisa, para o qual fez estadias prolongadas entre os nativos. Em 1926, seu trabalho Sexo e Repressão na Sociedade Selvagem, que continuou enfatizando o estudo da sociedade aborígene.
Dividindo-se entre o trabalho de campo e o de professor, este passou pela Universidade de Londres, Universidade de Cornell, Universidade de Harvard e pela Universidade de Yale. Como teórico, é considerado o fundador do funcionalismo, escola antropológica que visa analisar as instituições sociais em termos de satisfação das necessidades coletivas, considerando cada sociedade como um sistema fechado e coerente; razão pela qual ele se opôs à aplicação de certas abordagens reducionistas evolutivas para sociedades humanas.
             Segundo o antropólogo Ernest Gellner, Malinowski tomou uma posição original em relação aos conflitos de idéias do seu tempo. Ele não repudiou o nacionalismo, uma das ideologias nascentes e marcantes do século XIX, mas ele fusionou o romantismo com o positivismo de uma nova maneira, tornando possível investigar as velhas comunidades, mas ao mesmo tempo recusando conferir autoridade ao passado.

BIOGRAFIA Alfred Reginald Radcliffe-Brown

 
                      Antropólogo britânico nascido em Birmingham (1881), Warwick, Inglaterra, criador do estudo das sociedades humanas como ciência. Realizou suas primeiras pesquisas antropológicas (1906-1912) nas ilhas Andaman, a sudoeste da Indochina, e na Austrália ocidental, a fim de estudar os sistemas de parentesco e a organização familiar dos povos aborígines. Sempre defendendo a condição de ciência para a antropologia e para as demais disciplinas das sociedades humanas. Foi professor-visitante das universidades de Yenching, São Paulo e Faruk I, em Alexandria, no Egito, onde também dirigiu o Instituto de Estudos Sociais e morreu em Londres (1955).
             Como importante antropólogo funcionalista, pesquisou os nativos das ilhas Andaman, no golfo de Bengala e seus principais trabalhos versaram sobre organização social das tribos australianas, sistemas africanos de parentesco e casamento e a estrutura e função nas sociedades primitivas. Ele supõe, ao aplicar a sua teoria, que há condições necessárias de existência para as sociedades humanas e que estas podem ser descobertas pela pesquisa científica adequada. Importante notar, que Radcliffe-Brown considera o rótulo de "funcionalista" algo sem sentido. Para o autor não há espaço para a existência de "escolas" na antropologia.
                 De tudo o que Radcliffe-Brown encontrara no seu trabalho de campo, há três ideias centrais: usar o conceito de função social defendido por Durkheim e que ele adaptou para a Antropologia, redefinindo o seu campo de investigação como a análise das sociedades primitivas, dando uma nova orientação às formas de estudo dessas sociedades, generalizando as estruturas sociais estudadas.
Por vezes se afastando de Durkheim, mas ainda assim com uma ampla influência do autor francês, Radcliffe Brown procura distanciar a antropologia da imagem adquirida e defendida por outros autores de ser a ciência que estuda a "cultura" para dar a ela uma função mais fundamental, a do estudo das estruturas sociais sem, contudo, negar a importância e necessidade dos estudos etnológicos para a apreensão do objeto da antropologia social.

terça-feira, 17 de abril de 2012

“O antropólogo é o astrônomo das ciências sociais: ele está encarregado de descobrir um sentido para as configurações muito diferentes, por sua ordem de grandeza e seu afastamento, das que estão imediatamente próximas do observador.”  ( Claude Lévi-Strauss - "Anthropologie Structurale", 1967)